sábado, 4 de abril de 2009

ZERO DE CARÁTER

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Procurando vaga no estacionamento de um supermercado, parei e fiquei revoltado encarando uma senhora que estacionava - sem qualquer laivo de vergonha - numa vaga para descapacitados. Cada vez menos paciente com esse tipo de gente, não resisti e soltei um : "folga pouca é bobagem, né dona?!...".
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Pois a dona me enfrentou como se eu fosse o louco, o maníaco e o anti-social, mandando-me "cuidar da minha vida"! Nunca iria entender que o que eu fazia era justamente isso: cuidar dos direitos da comunidade, entre os quais se embutem os meus...
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Perguntei para o guarda do mesmo super outro dia porque não impediam os folgados de estacionar exatamente defronte à porta de entrada - para andar o mínimo possível... -, como fazem; brincando, ironizei que eu também ia querer estacionar ali, já que ninguém coibia.
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O guarda todo simpático disse: "tudo bem amigo, não é proibido, pode parar; o dono já falou para a gente nunca dizer 'não' pra nada".
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Então, como se vê, o incentivo à falta de caráter, é mesmo uma política da empresa; os "brancos" que se virem entre si.
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Engraçado que o guarda acrescentou: "só que não aconselho parar não doutor; se o senhor visse o bando de mulher barbeira que passa aqui!... Vão amassar o seu carro...".
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sábado, 14 de março de 2009

LEI DA "HOMOFOBIA"...

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Dedinhos de asco e sorriso jocoso...

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Homofobia: mais uma nova culpa social, eleita a ser expiada pela ditadura do "politicamente correto".

Mas fobias não são doenças? Criminalizaríamos doentes?...

Creio que o nome "homofobia" extrapola o conceito do que se quer criminalizar: o ato de discriminar, agredir, ofender homossexuais.

Por outro lado, esses comportamentos já estão devidamente descritos como crimes no ordenamento jurídico. Seja qual seja a "opção" sexual da vítima.

Na verdade o que eu acho é que adotaram a palavra assim "forte", "ressignificada" - de modo canhestro, diga-se - como que para estigmatizar todo e qualquer comportamento que não se coadune com a cartilha tida como "politicamente correta" do ativismo "gay".

A proposta de uma lei específica, quando já temos leis suficientes, entrega que a meta é a de impor os valores homossexuais e criminalizar quem defenda valores contrários. Professores, religiosos e até pais, poderiam ser enquadrados como "homofóbicos" - seja por ter opinião diversa, seja por exercer seu pátrio poder ou por simplesmente dar testemunho de sua crença.

Quer-se impor uma opinião em detrimento de outra, quando o que se devia buscar é a tolerância. Sancionada essa lei, criar-se-ia um crime de opinião; o que absolutamente não está de acordo com valores democráticos e liberdades individuais.

Como afirmei, se o fito é a punição da agressão física, da discriminação, da violência psicológica e outros crimes, bem, para tudo isso já existe conceituação legal. Uma paulada é uma paulada; não vêm ao caso a opção sexual da vítima ou a motivação do autor.

O preconceito em si, "in mente", nunca poderá ser punido - não se pode obrigar alguém a conviver com, ou gostar de gays. Só há crime quando exteriorizamos atos que ultrapassam nossos direitos para invadir os dos demais.

Em resumo: a meu ver, essa movimentação toda pela "lei da homofobia" me parece obtusa desde a escolha do nome, e mais serve é a interesses políticos de grupos, ONG's histéricas, associações que vivem do erário e indivíduos com interesse partidário.

Aos que porventura assiste a boa fé, creio, ou mal estão informados, ou lhes toca a ingenuidade.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

O CÃO DA SAPUCAÍ

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Beethoven recebeu crachá para o desfile
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Um cão de rua - como milhares de outros deste país, vítimas de posse irresponsável - , por três noites, invadiu sobranceiro a passarela da Sapucaí e "desfilou" em várias Escolas de Samba. Acabou sendo adotado pela dona de um canil, ganhando aposentadoria de luxo e mais crachá VIP para o Desfile das Campeãs.
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O animal "não tinha dono, vivia na Praça XI e já havia sido atropelado. Comida era só de vez em quando. Agora não, Beethoven terá um sítio em meio a natureza para correr e brincar, cercado de novos amigos peludos como ele." (Luciana Tecidio - globo.com).
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Nada como a mão da Fortuna, essa deusa fugidia...
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARNAVAL

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Singela e sugestiva fantasia carnavalesca
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Não é fomentando dias e mais dias de feriados, vagabundagem, sexo desenfreado, morticínio, violência, doenças e mantendo um povo bestificado em frente da TV, discutindo o "grave" assunto de quem devia sair ou ficar no BBB, ou que "escola" deve ganhar o badernaço carnavalesco, que esse país sairá do atoleiro moral, cultural e econômico que o impede de caminhar em direção, ao menos, a um início de aproximação da qualidade de vida de nações civilizadas.
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Em algumas cidades do interior de São Paulo, onde a falta de financiamento através do erário - por absoluta falência deste - impede a realização dos malfadados "desfiles", as "comunidades" ainda ficam inconformadas com a “falta de interesse” do poder público na "cultura popular".
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Qual é a realidade? As ruas estão esburacadas, bebês são diariamente abandonados em lixões, não há esgoto, asfalto ou postos de saúde e a população carente, esfuziada, se aproveita cegamente das esmolas demagógicas das "bolsas” petistas, gerando ainda mais filhos, condenados a ciscar pelas ruas, longe das escolas, praticando pequenos delitos e esmolando. Essa é a realidade.
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Mas que ninguém se amofine, as "comunidades" em sua "sabedoria popular" têm a solução: querem porque querem sambar, querem desfile, muita pinga, sexo e batucada. Querem um samba-enredo. Não percebem que nunca terão algum que vença o enredo do dia-a-dia: “A Vitória da Degradação Contra o Santo Bom-Senso”...
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CARCAJADAS ESTÚPIDAS

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gentalha

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Ultimamente, em tudo que faço não se passam dez minutos sem que haja alguma intromissão desagradável e frustrante, causada por gente estúpida que nos rouba o espaço, o prazer de viver; gente ruidosa e folgada que não olha mais que um palmo em volta de si. No Ano Novo um vizinho jogava rojões potentíssimos, não para cima, mas em direção ao meio da rua. Os paspalhos dessa “família” exultavam de prazer por estarem liberados - com a justificativa da data - para causar dano, incomodo, desconforto. Resultado da barbárie é que os cães de uma outra vizinha, amiga, tiveram que ser contidos para não escalarem a grade e morrerem espetados. Alguns dias atrás, esses mesmos idiotas envolveram-se em um "barraco", com ameaças de morte e quetais. Toda a quadra ficou de sobreaviso por mais de duas horas enquanto eles faziam da rua - espaço público - sua arena privada de bravatas, gritos e ameaças.
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Uma moça em um fórum na internet, recentemente, exaltava as virtudes do povo brasileiro, da “liberdade”, do calor e da alegria de freqüentar um samba de mesa, reunir-se em barzinhos, etc. Será possível que ela nunca se pergunte o que pensa disso o vizinho do bar? Suas crianças? O enfermeiro que trabalhou por toda a noite e que tem que dormir? Será que ela imagina que TODO MUNDO tem folga aos fins de semana e que deve ser obrigado a suportar samba e algazarra quando queria estar ouvindo sua televisão, ou lendo, ou dormindo, ou simplesmente ouvindo o silêncio? Veja, tenho amigo que é dono de bar e boate; gasta uma grana preta para cumprir determinações legais de proteção acústica e outras normas. Ora, por que um bando de folgados se julga no direito de fazer zabumba e gritaria em plena calçada, nesses botecos com churrasquinho de gato na porta? Ou mesmo em seu quintal?!...
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Estou cansado de tentar “fazer valer direitos”. Qualquer um que saiba das diferenças do que é viver em lugares mais civilizados, ou que os tenha visitado, sabe do que falamos. Não esqueço de estar em uma bodega no norte da Espanha em pleno dia de treino de Fórmula 1. O piloto espanhol Fernando Alonso, herói local, tinha chances de boa colocação. Pois no bar, somente 5 minutos antes do início, à pedidos, o dono ligou a TV. Bem baixinho. Nada de gritarias. Ora, há os que “não estão nem aí” para o treino! Acabado o evento, desligou-se a TV e fim. Pessoas estão lá para beber, conversar e ter um ambiente saudável e agradável para todos, não só para algum bando de celerados impondo sua presença nefasta, uivando feito animais e batendo nas mesas. Se alguém fizer isso ali é imediatamente repreendido. Aliás, nunca o fariam porque o ambiente não lhes dá chances para isso...
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Enquanto uma massa crítica de brasileiros influentes não perceber o quanto são degradados os costumes daqui, enquanto não se exigir direitos básicos de cidadania e se fizer cumprir leis - que de resto, já existem - as coisas só tendem a piorar...
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

EMIGRAR

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.Barajas
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O espírito de corpo social, de respeito mútuo, que anima países como Canadá, Espanha e outros, obviamente NUNCA será atingido no Brasil. Para muitos aqui, pode ser suficiente ter uma renda razoável e fazer seus batuques de samba de mesa, suas gritarias e folguedos ruidosos. Ainda que tudo esteja ruindo ao seu redor. Todavia, há outros esperam uma vida mais profícua, civilizada. Esperam poder deixar sua jaqueta no guidão da moto e entrar em um bar para tomar um café, sem que a vestimenta seja imediatamente furtada; e capacetes, e a própria motocicleta...
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Olhe para nossas casas repletas de cercas elétricas, ruas esburacadas e pestilentas. Veja-se sempre grudado na bolsa - porque se descuidar lhe é arrancada... -; verificando a cada instante se a carteira continua no bolso. Que gosto tem a vida com esse custo?... Veja o comportamento da grande maioria que berra em altos brados em seus celulares nos restaurantes, que gargalham e expelem palavrões em uma fila de banco como se fosse a extensão de um campo de futebol!
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Quem deseja um ambiente desses para um filho, ou para si mesmo?!...
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Falo de qualidade de vida. Como bem se expressou um brasileiro emigrado com a família ao Canadá, eles não saíram daqui meramente por dinheiro - ganham até menos por lá - mas por educação, respeito, segurança, relax de saber-se protegido e respeitado.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A FAUNA DOS BARES E RESTAURANTES

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Flora, uma conhecida - negra - reclama injuriada que sofreu discriminação racial em um restaurante onde foi jantar com a família comemorando aniversário do avô. Afirma que ninguém atendia e que quando o fizeram, pareciam estar fazendo um favor...
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Ora Flora, incompetência é o que mais há hoje em dia. Se você tem esse seu caso recente, tenho o de meu dentista - branco, diga-se. Anteontem com um grupo foi à praça de alimentação de um shopping do interior (de São Paulo). Nove horas da noite. O grupo pediu chopes que vieram "carecas", sem qualquer colarinho, parecendo mijada em fundo de sanitário. Reclamaram, e o segundo, depois de um tempão, veio melhor. Pois não é que a moçoila mal colocou os chopes na mesa e já fez um trejeito de enfado avisando que se fossem comer era bom pedir logo que a casa fechava às 10 da noite? Putz! E a gente ainda tem que pagar para receber esse tratamento!
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Tudo está assim. Não há mais mão de obra treinada - e nem quem os treine. Tudo foi nivelado por baixo. O serviço é desenhado em função do bem estar dos funcionários; o que for mais fácil e confortável para eles. Quem domina, manda e acontece nesses estabelecimentos são os empregados, não o dono, e muito menos o cliente - aquele que antigamente sempre tinha "razão".
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Sei lá se no caso da Flora houve algum componente de preconceito racial. Mas lhe garanto: só tenho passado nervoso a cada vez que vou comer fora. É som alto, gritaria, telões estúpidos unipresentes, cadeiras arrastadas, gritos de pedidos, gargalhadas, garçonetes estridentes cacarejando suas peripécias íntimas em alto e bom som. Pior para quem é obrigado a almoçar quase que diariamente na rua.
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Mas em restaurantes mais comuns não há mesmo de se esperar muita coisa. Absurdo é o tratamento de gado que esse bando de jovens - mal treinados, mal educados, folgados e sem qualquer supervisão - proporciona à clientes que, afinal, são quem lhes paga o salário, em estabelecimentos de "happy hour" ou mesmo restaurantes mais caros. Você sai com amigos para conversar, espairecer, tomar umas, e topa com essa gentalha sempre no seu caminho.
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Aliás, é bom esclarecer, a grosseria não é só dos empregados, mas da maioria das pessoas. O cara senta na mesa ao lado e imediatamente empunha o celular. Pronto. Prepare-se para uma série de conversas íntimas em altos brados. Prepare-se mais; daqui há pouco vão chegando aos poucos, clones tão ou mais mal educados.
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Já de entrada começam com os urros, tapões nas costas, palavreado rasteiro e comentários idiotas sobre tudo aquilo que você ficou o dia inteiro tentando entender do noticiário. Daí descobrimos o quanto somos néscios. Um sujeito desses é capaz de resumir em uma frase retumbante tanto o que vai acontecer daqui em diante na Guerra do Iraque, quanto as causas mais primevas da existência humana.
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Resumo: melhor pegar um bom queijo, um bom vinho e ficar mesmo em casa, com boa música, sem ter de ouvir o falatório crasso da massa de energúmenos que inunda este país...
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Esta semana tive o prazer de ver fechar um centro de conveniência em um posto perto aqui de casa. Há uns 8 meses, em um dia de calor, mas com leve chuva, perguntei para a atendente porque haviam aberto a porta e desligado o ar condicionado. Irritadíssima me respondeu que eu não ficava ali o dia inteiro para "passar frio" (!); que o ar "faz mal" e coisas assim. Perguntei se era o dono que havia decidido por desligar. "Não, foi nós mesmo...".
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Bem, encerrando o papo, disse-lhe que quem pagava seu salário eram os clientes e que se o posto ficasse (literalmente) às moscas, elas é que amargariam desemprego - as moças, digo, não as moscas. Perguntou se eu não queria mais nada e saiu para fora para... fumar (!).
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Pois hoje fiz questão de interromper uma reuniãozinha tensa dessas funças - prestes a amargar o olho da rua - para pedir meu último cafezinho naquela espelunca. De saída percebi a tradicional caixinha de Natal sobre o balcão, magra, leve, ignorada...
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

PROIBIÇÃO DO FUMO EM ESPAÇO PÚBLICO

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fumante
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Dos argumentos aventados "contra" o cigarro - o de que dá prejuízo ao sistema de Saúde, e o de proteger a saúde do fumante - a meu ver, nenhum toca no ponto mais importante: o direito individual do não fumante, de poder respirar ar puro, natural.
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Claro que se pode dizer que o ar já está mesmo contaminado por poluições outras, várias. Tá, mas vamos imaginar que estas derivam de atividades supostamente necessárias, de labor, de produção, de tráfego de veículos. Ora, o cidadão que fuma, pratica uma atividade, digamos, voluptuária. Por que os que não se comprazem com a fumaça deveriam ser obrigados a se conformar? Em nome dos direitos individuais do fumante?
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No mínimo há um choque de direitos, neste caso. Mas falta levar em conta o fato de que a ordem natural das coisas - sem qualquer intervenção artificial - é de que o ar se mantenha isento de fumaça e nicotina. Quem surge para alterar essa condição, é a aquele que acende o cigarro. Não é, pois, este, quem esteja a violar direitos individuais naturalmente pré-existentes?!
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Como ex-fumante entendo perfeitamente que aquele que fuma não tem consciência do quanto interfere na salubridade dos ambientes com o seu hábito. Uma pena, mas concluo que sua liberdade deva sim ser restringida, já que, na falta de tal consciência, nada o faria adequar seu comportamento, ou seja, fumar somente em seu espaço particular.
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Infelizmente - para os não fumantes -, com o poder que lhe concede sua popularidade, nosso insigne presidente Lula declara-se abertamente a favor de “fumar em qualquer lugar”. Com a ressalva de que, “como é educado”, só fumaria em sua sala particular. Esquecendo o fato de que a sala na verdade não é sua, mas pública, o molusco exercita mais uma vez sua capacidade de mentir cinicamente mesmo diante das mais contundentes evidências, já que tragava sua cigarrilha em plena entrevista...
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domingo, 7 de setembro de 2008

"NOVO MUNDO POSSÍVEL"...

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O mundo É desigual. Nunca haverá igualdade absoluta. Injusto? Mas vamos mandar a conta para quem? Para algum deus?...
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Seres humanos são diferentes entre si; alguns são mais inteligentes, aprendem mais depressa, sabem usar melhor suas habilidades. Óbvio que estes vão estar em cargos de maior responsabilidade, de chefia, vão liderar e, claro, farão mais dinheiro e viverão em condições superiores.
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Não há como imaginar essa tal falácia - delírio humano desde que existe a vida sobre a Terra - de criar um "novo mundo possível"; mudar aquilo que é. Ilusão para crédulos! Mundo é o que existe, que nos é dado pela realidade. Podemos trabalhar para que as agruras desse mundo sejam menores, para diminuir o sofrimento dos incapazes. Mas igualdade, "justiça" absoluta, nunca existirá.
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Sempre alguém servirá os cafezinhos, enquanto outros discutem as altas decisões. Sempre haverá alguém que faz a faxina e recolhe ao lixo as sobras inutilizadas pelos superiores. Ridículo imaginar que tivessem tais categorias, o mesmo pagamento, os mesmos luxos e benesses. Um andará de coletivo lotado, de casa para o trabalho e do trabalho de volta para casa. Outro andará de avião porque hoje tem que gerenciar uma reunião em um país, e amanhã já terá que estar em outro...
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Ainda que déssemos - tirando de uns para dar a outros, como fazem os políticos demagogos - dinheiro para o povo, digamos, 200.000 reais para cada cidadão, igualando-os artificialmente, dentro de um ano voltariam a ser desiguais. Alguns saberão como aplicar, plantarão, criarão e farão render seu quinhão, enquanto outros sairão gastando à esmo, de modo estúpido e com o pensamento voltado somente às satisfações imediatas. Em dois anos, certamente, muitos - a maioria - estariam de volta à miséria, enquanto alguns teriam aumentado suas posses.
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O mundo é desigual. A fortuna (sorte) assiste mais a uns que outros. Mesmo alguém bem dotado e bem intencionado, pode nascer em uma região seca e inóspita, enquanto outro, nem tão inteligente, pode nascer à beira de um idílico lago, farto em irrigação e cercado de terras produtivas. Terão vidas diferentes, provavelmente. Um arrostará a poeira e a maldição, enquanto outro terá vida plena e regada de dádivas...
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Injusto? Exija reparações do "criador"! Difícil vai ser encontrar qualificação e domicílio de tal entidade...
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

BÁRBAROS RUÍDOS, BÁRBARAS CIVILIZAÇÕES

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Quando eu digo que a marca maior da péssima qualidade de vida neste país é o BARULHO, sempre julgam exagero... Faz já um tempo trabalham pedreiros na casa ao fundo aqui da minha. Pois a conversa normal dos peões - separados entre si não mais que a distância de uma cusparada - se ouve, juro, por toda a quadra!

Ontem cheguei a pensar que se tratava de uma briga na rua. Não; era "apenas" um deles "interpretando" um "causo" qualquer para o companheiro.

Aliás, trabalhar é o que menos fazem. E nas sextas e sábados estão trazendo a filharada para aproveitar a piscina da casa. E a churrasqueira... O alarido dos barnabezinhos é simplesmente alucinante! Há momentos que entre os "tchbuns" na água e a cacofonia de gritos, se sobrepõem urros animalescos - como que de elefantes, ou hienas, sei lá!... Um inferno.
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sábado, 19 de julho de 2008

ANDOU TOMANDO CHÁ DE CIPÓ?...

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Pensar que uma anta dessa pode vir a ser presidenta da Colômbia! Benzadeus!...
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Os caras gastam milhões, arriscam vidas e reputações para tirar a madame do buraco e ela dá crédito ao intangível... Imagino essa senhoira rezando pela alma de Marulanda e Tiro Fijo e pela conversão do querido Alfonso Cano; essas pobres ovelhas desgarradas...
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E parece que já andou pedindo a mediação de Ignácio Lula, beato brasileiro ainda não canonizado...
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Betancourt atribui sua libertação a Milagre de Jesus
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PARIS (ANSA) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Ingrid Betancourt, disse que a sua libertação na quarta-feira passada é "um milagre", resultado de orações "feitas a Jesus, e que foram ouvidas".
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A franco-colombiana fez essa declaração à publicação cristã francesa Le Pelerin, depois de assistir a uma missa na Basílica do Sagrado Coração, em Paris.
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"Em 1º de junho, estava ouvindo a Rádio Católica Mundial, e ela dizia que aquele era o mês em que se celebra o Sagrado Coração. A última vez em que vi meu pai, um dia antes de ser capturada, estava sentada no seu quarto, justamente embaixo de uma imagem do Sagrado Coração, e ele pediu que Jesus olhasse por mim", disse Betancourt.
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"Dessa maneira, quando percebi que a rádio falava do Sagrado Coração, abri mais os meus ouvidos e pedi a Nosso Senhor que me revelasse naquele mês a data da minha libertação".
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"Em 27 de junho, um guerrilheiro entrou no acampamento e ordenou que nós arrumássemos as nossas coisas, porque talvez um de nós poderia ser libertado", continuou Betancourt, que foi resgatada pelo exército colombiano ao lado de outros 14 reféns.
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As coisas aconteceram de outra maneira, "mas Jesus manteve a sua palavra. Estou vivendo um milagre", desabafou.
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domingo, 13 de julho de 2008

SANTOS DUMONT NA LANTERNA...

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De meu insigne camarada Eraldo Bernardo Marques, recebo um comentário interessante. Os links levam a informações saborosas para os que são aficionados pela aviação, vôos e aviões:
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"Veja só, tenho visto nos últimos tempos, em fóruns internacionais, um debate crescente acerca do primeiro a voar.
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Se até alguns anos atrás a briga era entre os Wrights e Dumont, hoje parece centrada entre Gustave Whitehead [1901] e Richard Pearse [1903 , meses antes dos Wrights]. Com isso, Dumont fica cada vez mais para atrás na história, em um distante quarto lugar [isso se não aparecer mais registros de aventureiros durante os três longos anos que separam os Wrights do mineiro em Paris]."
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

APEDEUTA AZURRA À SUA RÉCUA

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Lula aprendeu que a massa do povo brasileiro é completamente ignorante e que DESEJA mesmo continuar assim. Sai um boato qualquer na mídia e logo é assumido como verdadeiro. Para tirar da cabeça do peão, torna-se impossível. Nem a realidade faz o sujeito admitir que seus conceitos possam estar errados.
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Essa questão dos "brasileiros sendo maltratados na Espanha", da "truculência do europeu contra os imigrantes", e que "nós sempre recebemos os imigrantes de portas abertas", é uma dessas falácias absurdas.
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Lula é uma anta, claro, mas deve estar bem a par de que as sanções das leis de imigração européia destinam-se aos ILEGAIS, não à imigrantes com papéis, devidamente admitidos dentro das normas. TODO país do mundo (civilizado, claro) tem suas leis de imigração. E fiscaliza seu cumprimento - ou não haveria necessidade de leis, certo?
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Já aqui no Brasil, dada a incapacidade proverbial de se fiscalizar qualquer coisa (o país onde há leis que “pegam” e que “não pegam”...), infelizmente temos milhares de imigrantes vivendo - muitas vezes como escravos - na ilegalidade. Mas até aí, como quase tudo nezpaiz é ilegal...
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Ocorre que a Europa está criando os meios para impedir ao máximo que continue a entrada de ilegais. Gente que vive na marginalidade, praticando furtos e vingando-se surdamente de sua desgraça nos demais que têm condição melhor. Não lhes agrada ver o mundo organizado, lojas limpas, pessoas educadas, lixo no lixo, ordem, beleza - querem destruir, sujar, criar anarquia, ruído, tirar dos que tem...
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Falei do Lula porque ontem mais uma vez vomitou uma de suas cantilenas direcionadas a agradar justamente esse tipo de gente, gente que inveja os bem sucedidos - não de um modo saudável, querendo trabalhar e buscar o mesmo padrão, mas que quer o que é dos outros sem esforço, quer de graça, acha que lhe é de direito o TER, só porque os outros têm. Em mais uma de suas arengas estúpidas, arrotou a pérola de que (mais ou menos assim): “a Europa não pode proibir 'os pobres' de entrar, ela tem que ajudar os países pobres".
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Como é falso!...
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Qualquer um sabe que a Europa não vive mais sem o trabalho de imigrantes. Você não vê espanhóis em trabalhos braçais ou de menor especialidade. Por isso, pagam bem pela mão de obra. Mas isso tem limites. Querem admitir o número que lhes é possível receber sem demolir a organização social, dentro da lógica, do bom senso. E não se lhes pergunta se são “pobres” ou não.
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Mas Lula deve achar que tem mesmo que atazanar a vida dos europeus para que eles soltem dinheiro "pá nóis". Aqui torramos nossas divisas em corrupção, obras mal feitas, desorganização, sacanagem, espertice, safadeza, crimes, vagabundagem, feriados, carnaval, festas, pagodes, trenzinhos funk e outros barbarismos, e "a culpa" de tudo de ruim é sempre dos "ricos"! Evidente que os eleitores dessa besta, acham certíssimo...
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Lula sabe onde - em que curral - angariar os votos que o elegem...
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terça-feira, 10 de junho de 2008

DOCENTE FUNÇA - A RASPA DO TACHO

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NO QUE DEU O DESPRESTÍGIO DO PROFESSOR
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por Luiz Weis em 10/6/2008
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Com uma das mais importantes matérias sobre as raízes da crise da educação básica no Brasil, o repórter Fábio Takahashi antecipou na Folha de ontem as conclusões desalentadoras de um estudo sobre o preparo do professorado.
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Apenas 1 em cada 4 dos melhores alunos do ensino médio escolhem o magistério como carreira, informa a reportagem, citando a pesquisa. É exatamente o contrário do que acontece na Coréia do Sul, cujas escolas estão entre as melhores do mundo. Ali, só os 5% mais bem avaliados num exame nacional podem ser professores. Na Finlândia, outro exemplo de sistema educacional bem sucedido, o candidato a professor deve estar entre os 10% com as notas mais altas.
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O desprestígio social da profissão no Brasil é a causa primeira do desinteresse dos melhores estudantes em cursar pedagogia. Isso conta mais até do que salário e condições de trabalho para afugentar do magistério a elite dos que terminam o ensino médio – embora bons salários e boas condições de trabalho contribuam para a imagem de uma atividade.
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Os educadores sabem disso. O grande público, não necessariamente.
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”Como a profissão é desprestigiada”, diz com franqueza o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, “a maioria daqueles que escolhem trabalhar como professor o faz porque o curso superior na área é mais fácil de entrar, barato e rápido”.
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A maioria também vem de famílias com baixa renda.
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A matéria menciona um levantamento da Fundação Carlos Chagas segundo o qual 73% dos 2.700 participantes de cursos de formação de professores no país afirmam que seus amigos entendem que a carreira não vale a pena.
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Isso resume “a impressão que a sociedade tem do professor”, observa a coordenadora do levantamento, Clarilza Prado.
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E a impressão é de que tem fundamento o ditado “quem sabe faz, quem não sabe ensina”.
A mídia decerto não tem poderes para mudar essa impressão, mas bem que poderia mostrar, desde logo, que a desvalorização social do magistério não aconteceu por acontecer. A imprensa deu de ombros e a sociedade – leia-se: a classe média - não chiou quando os salários do professorado da rede estatal começaram a cair em termos reais, ao mesmo tempo em que a escola pública se massificava, a partir dos anos 1970.
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Como a própria Folha registra, nas palavras do professor Dermeval Saviani, da Unicamp, “a opção dos governos foi atender mais gente com praticamente os mesmos recursos. Por isso, os salários foram reduzidos e o prestígio dos professor diminuiu muito. O docente virou um simples funcionário público.”
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A imprensa vive martelando, com razão, que sem um grande salto no ensino básico o Brasil continuará a se desenvolver aquém do seu potencial. No entanto, quando noticia o mau desempenho da maioria dos alunos nos exames nacionais de avaliação, deixa em segundo plano, ou nem mesmo menciona, uma das causas básicas do fracasso disseminado – a desvalorização social do magistério, que afugenta da profissão muitos daqueles que, de outro modo, fariam a diferença nas salas de aula.
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Fonte:
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http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=3&id={E698B342-81FC-4D48-9E15-06C828B88443}
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sábado, 7 de junho de 2008

ÃHN?...

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Há muito ser professor neste país de botocudos, deixou de ser profissão para ser bico, biscate. Em muitos casos um gari, um frentista de posto, ganha mais que um professor. Mas também, para que mesmo professor não? Com o sistema absurdo de progressão continuada - ou qualquer nominho modernoso que se dê para mamata - nem mesmo escola seria preciso. Ensino à distância "tábão".
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A verdade é que escolas se tornaram meros órgãos expedidores de diplomas. Mesmo as Faculdades. Carinha sai doutor lá em cima, e não sabe redigir nem mesmo um bilhete de recado. Hoje mesmo - agora há pouco -, a caixa do posto usou a calculadora para somar R$ 50,00 (de gasolina), com R$ 1,60 (de um cafezinho):
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-- Moça! dá 51,60!...
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-- Ãhn?...
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Não, não era a faxineira não, era a "caixa" do posto...
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Mas diz que "tábão" assim, né? Afinal tem teórico da educação aí, que é até contra ensinar a linguagem culta pra galera. Acham que gramática um pouco mais sofisticada é meio de "exclusão social". Meio de dominação da burguesia em cima do proletariado. Gente assim, advoga que todo mundo tem que ser igual. Ora, como a maioria é ignorante, ou mesmo estúpida...
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E nem se fale em premiar os melhores. As escolas que instituem incentivos aos melhores, são imediatamente patrulhadas. Não pode. O padrão é a gentalha. Dar mais luz à uns, deixaria os demais no escuro. Sejamos pois todos apagados, gagos, beócios, limitados. Nunca levante a crista ou será tosado. Em terra de nove dedos, quem tem dez deve ser penalizado...
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sábado, 17 de maio de 2008

POTES - CANTABRIA

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Casco Viejo - Potes - Liébana - Cantábria - España

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Casco Viejo - Potes - Liébana - Cantabria - España
http://www.flickr.com/photos/raaport/.
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quinta-feira, 20 de março de 2008

PROGREDINDO PARA TRÁS

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TEÓLOGOS BRIGAM DE FOICE
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por Janer Cristaldo
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Um projeto que regulamenta a profissão de astrólogo já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado e até agora aguarda votação no plenário. De autoria do senador Artur da Távola, a proposta define quem poderá exercer a astrologia e as atribuições dos profissionais, entre elas, o "cálculo e elaboração de cartas astrológicas de pessoas, entidades jurídicas e nações utilizando tabelas e gráficos do movimento dos astros para satisfazer às indagações do público". O velho bolchevique também anunciou que pretendia apresentar projeto regulamentando a profissão de filósofo. Filósofo não seria mais quem filosofa, mas quem tem carteirinha de filósofo.
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Agora vem o melhor. Leio no Estadão que dois projetos em tramitação no Congresso pretendem regulamentar a profissão de teólogo. Teólogo não seria mais quem cria teologia, mas quem tem carteirinha de teólogo. Pelo jeito, a profissão está se revelando lucrativa, pois os projetos pretendem restringir o livre exercício da parlapatagem. O projeto de lei 114/05, obra do bestunto do senador e bispo evangélico Marcelo Crivella, cria o Conselho Nacional de Teólogos, que seria a representação única dos teólogos do Brasil. Ou você pertence ao Conselho ou não teologiza mais. Ou se teologiza, está exercendo irregularmente a profissão. Este projeto já recebeu parecer favorável do senador Magno Malta, pastor da Igreja Batista. Enviado para a Comissão de Assuntos Sociais do Senado, está pronto há um ano para entrar na pauta de votação.
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O segundo projeto, o 2.407/07, do ex-deputado Victorio Galli, pastor da Assembléia de Deus, é mais bizarro. Diz que “teólogo é o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos; dirige e administra comunidades; forma pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições; orienta pessoas; realiza ação social na comunidade; pesquisa a doutrina religiosa; transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e meditativa e preserva a tradição”. O projeto soa a samba do crioulo doido: mescla a função de sacerdotes com as de administradores de comunidades e psicanalistas. Só não prevê que o teólogo faça teologia. Nele vê-se mais uma vez o dedo dos pastores evangélicos, que querem promover a teólogos seus camelôs televisivos.
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Segundo a notícia, esse perfil abrangeria todos os padres, pastores, ministros, obreiros e sacerdotes de todas as religiões. O número passaria de um milhão, pela estimativa do Conselho Federal de Teólogos (CFT), com base em dados do IBGE. Hoje teólogos devem ser formados em cursos de graduação. Ou seja, no que depender da aprovação do projeto, tanto Paulo, como Anselmo, Orígenes, Tomás de Aquino ou Agostinho, estariam hoje exercendo ilicitamente a profissão.
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Em 2003, foi autorizada pelo Ministério da Educação a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Ora, direis, se os cristãos têm sua teologia, por que não teriam uma os cultos animistas africanos? A pergunta procede, mas tem seus percalços. O Deus cristão, além de ser um só, tem como biografia um livro dos mais antigos. Os africanos, além de serem muitos, precisam de biografias mais evidentes e bibliografia de apoio. Será necessário cavoucar muito texto do nada, para bem definir Ogun, Oxóssi, Iemanjá, Exu, pretos velhos, índios, caboclos, ciganos.
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Na grade curricular constam Botânica Umbandista, Fundamentos de Psicologia Geral e Umbandista, Biologia Geral e Espiritual. Donde se conclui que deve também existir uma botânica católica, outra judia, outra luterana e assim por diante. As botânicas florescerão com o mesmo viço das profissões de fé. Idem no que diz respeito à psicologia. Mais um pouco e voltamos a 68, quando se falava em uma matemática burguesa e uma matemática revolucionária. Quanto à tal de biologia espiritual, será muito divertido ver biólogos mesurando, com seus instrumentos físicos, fenômenos inefáveis, que não podem ser medidos por instrumento algum. Sem falar que, com a nova faculdade, o sacrifício cruento de animais adquire dignidade acadêmica.
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Os pastores evangélicos denunciam a umbanda, em suas maratonas televisivas, como obra do demônio. Em nome da liberdade de crença assegurada pela Constituição, o futuro e hipotético Conselho Nacional de Teólogos teria de aceitar os teólogos umbandistas. Seria muito divertido observar a convivência dos teólogos do Bem (de Deus) com os teólogos do Mal (do demônio).
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A coisa começou há séculos. Quando, na Idade Média, surgiram os primeiros cursos universitários de Teologia, as portas estavam abertas para toda e qualquer especulação. Teologia é a ciência do conhecimento de Deus. Isto é, do conhecimento do que não existe. Se os europeus têm uma ciência do que não existe, porque os africanos não a teriam?
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Nos bastidores, uma guerra de foice. Vasto é o mercado da fé, tão vasto quanto a ambição dos pastores. O Conselho Nacional de Teólogos, segundo o presidente do CFT, pastor Walter da Silva Filho, poderia ser o órgão que ele preside. Já o presidente da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), Afonso Ligorio Soares e o professor Paulo Fernandes de Andrade, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) não concordam com o projeto. Muito menos pastor Jorge Leibe Pereira, da Assembléia de Deus, presidente da Ordem Federal de Teólogos Interdenominacionais do Brasil (Otib). Para o pastor Leibe, “há nos bastidores uma tentativa de forçar, após a aprovação do projeto, a aceitação pelo governo do CFT como órgão competente para registro da profissão de teólogo”. Tanto a Otib como o CFT e a FTU cobram taxas pela expedição de registro de diplomas e certificados.
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A profissão parece ser promissora. Tão promissora quanto a destes outros vigaristas, os psicanalistas. Que pelo menos estão de acordo que é melhor não regulamentar a profissão, tantas são as escolas da psicanálise. É claro que a proposta dos pastores vai dar em nada.
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Se Deus é um só, seus porta-vozes são legião.
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Fonte: . . . http://cristaldo.blogspot.com/
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sábado, 16 de fevereiro de 2008

A COR DO PRESIDENTE

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Em um fórum internético por aí, vejo esta importantíssima questão momentosa inserta em tom grave por um compenetrado e “conscientizado” participante:
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“Presidente negro ou mulher, um dia teremos? O Brasil está preparado?”
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Mas, pombas! E lá isso importa alguma coisa?! A cor o peão?...
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O que nos falta são políticos capazes de existir sem o populismo a demagogia e a hipocrisia a guiar-lhes os passos. Sejam homens, mulheres e ostentem qualquer cor de pele. Mais importante é ser capaz de corar quando mente. Nossos eleitos têm demonstrado exatamente o contrário: contam mentiras com a cara serena feito jacarandá envernizado...
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Mas, na verdade, temos o que merecemos. Se somos o que somos. Digo, um povo que vive imerso na ilegalidade, na mentira, na falta de educação, na amoralidade: por que cargas d’água deveria existir uma classe profissional diferenciada na qual fosse a maioria honesta e competente? Essa mania de culpar somente os políticos é ridícula.
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Por exemplo: um idiota de um sorveteiro acaba de apertar insistentemente a campainha aqui de casa só para vender "seu peixe". Ora! Se o pequeno se sente assim liberado para atazanar a vida dos outros, pensando somente no seu lucro, por que seria diferente com outros profissionais?
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Assim, se temos médicos que não dão recibo, lojas que não dão nota e pais que “viram macho” porque o professor chamou a atenção do filhinho na escola; se temos alunos que colam e escolas que não avaliam e passam todo mundo; se temos funcionário e autoridade que aceita gorjeta, dono de bar que faz coxinha só com batata e mecânico que cobra pelo que não fez..., seria absurdo esperar que POLÍTICOS fossem diferentes!
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Ora pois! Políticos vêm da população; se a população e o país estão podres...
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Eis os fatos. E tem gente preocupada com a cor da pele do presidente... Vejam a ministra negra recém defenestrada - aquela que afirmou com todas as letras que negro pode ser racista -, ser negra garantiu sua honestidade? Ou a do prefeito pilantra Pitta? Ou a daquela que financiou sua viagem “espiritual” a Buenos Aires com o nosso dinheiro, a bendita da Benedita?
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Será o benedito?!...
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PRIMARISMO MORAL

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Quando vejo esse comportamento - marca típica do petismo - de quando flagrado em "erro", sair gritando que "quem começou foi o FHC", ou que, "isso são mazelas antigas das elites perversas", sempre me vêm à cabeça aquelas crianças do curso primário que, quando pegas em delito, logo sacavam o "não foi só eu 'fessôra'!". Como se "erros" alheios justificassem e isentassem de pena os seus...
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Só falta agora essa gentalha criar grupos paramilitares e passar a empastelar jornais, colocar bombas em bancas de revista e até, quem sabe, recriar um DOI-CODI para torturar blogueiros recalcitrantes e inconvenientes ao "progressismo" coletivista - esse que coletiviza a desgraça e privatiza a boa vida da "nomenklatura" dos cartões corporativos.
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sábado, 9 de fevereiro de 2008

DANÇA

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Dance For No-One - Dominic Rouse
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domingo, 13 de janeiro de 2008

MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

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Três milhões de jovens são todos os anos submetidas à mutilação genital feminina (MGF), em 28 países, na África Subsaariana e no Oriente Médio. Estima-se que 130 milhões de meninas e mulheres foram vítimas desta prática.
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Em todas as suas variantes, a MGF é muito dolorosa, pode provocar hemorragias prolongadas, infecções, infertilidade, risco de contrair DST e até, a morte.
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As meninas e mulheres sofrem em silêncio. Devido à natureza privada desta imposição às mulheres, é impossível calcular o número de mortes.
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Um vidro partido, uma tesoura, uma lâmina. Estes, e outros objetos cortantes, são alguns dos “utensílios” usados para praticar a mutilação genital, sem qualquer higiene ou anestesia. Esta prática assume três formas: a suna, a excisão e a infibulação.
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A “suna“ consiste no corte da extremidade do clitóris.
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A excisão consiste na extração parcial ou integral do clitóris e dos lábios menores da vulva.
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A intervenção mais radical e dolorosa chama-se infibulação ou excisão faraônica (o que atesta a sua antiguidade) e envolve a extirpação do clitóris, a extração da maior parte dos grandes e pequenos lábios da vulva e a posterior costura e suturação das extremidades genitais mutiladas. Os grandes lábios, feridos em função da pele removida, são mantidos juntos com espinhos até cicatrizarem, o que pode levar de 15 a 40 dias. É deixado apenas um pequeno orifício para permitir a passagem da urina e do fluxo menstrual. Após a operação, as pernas da menina permanecem atadas uma à outra durante várias semanas, até que as feridas cicatrizem.
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Esta é a forma utilizada em cerca de 15 por cento das mulheres excisadas, sendo principalmente praticada no Sudão, Somália e Etiópia, países que estão no topo do "ranking" da prática da MGF.
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A vagina é parcialmente descosturada, quando do casamento, descosturada totalmente quando do parto, e após este, a mulher é de novo infibulada, ou seja, volta a ser costurada. Este processo é repetido a cada vez que tiver filhos.
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Os partos são extremamente dolorosos e prolongados, uma vez que, toda esta zona não tem qualquer tipo de elasticidade, já que é uma zona cicatrizada. A mortalidade das mulheres e dos bebês nos partos é extremamente elevada.
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Nestes países, qualquer mulher que não esteja excisada ou infibulada é considerada impura, excluída pela comunidade e não pode casar.
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Com a emigração, estas práticas bárbaras se espalharam para outros países.
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Em Portugal também já se pratica.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

INFANTICÍDIO JÁ!

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Muito peculiar a coerência da ditadura do “politicamente correto” que grassa a cultura ocidental hoje em dia. Seus adeptos fanáticos acham linda e desejável a "diversidade cultural". Devemos compreender e aceitar costumes “saudáveis” como: infibulações, extirpações de clitóris, classes separadas para rapazes e gurias muçulmanas na Inglaterra, limpar a bunda com pedra, dar varada em mulher sem toalha na cabeça. Essas coisas...

Outro dia um motorista de ônibus (provavelmente árabe) na Alemanha, recusou-se a continuar dirigindo enquanto uma moça passageira não cobrisse completamente os seios. Disse que a visão, pelo retrovisor, tirava sua atenção. Não lhe ocorria simplesmente parar de olhar.

Ainda na Alemanha, há uns dois meses, uma juíza julgou improcedente condenar um marido muçulmano que havia espancado a mulher. Seu arrazoado (“corretíssimo”...) dizia que "de onde veio o casal, o costume era esse".

Bem, mas na hora de julgar os costumes adiposos da adiposa classe média americana, comendo costeletas na Disney, mamando coca-cola e andando em carrões beberrões, bem, daí a coisa muda. Daí a tal "diversidade" deixa de ser gloriosa e desejável.

Incrível que não percebam tal incongruência, que escancara sentimento de superioridade cultural, justamente o que dizem querer evitar. Agem como se dissessem: "nós ocidentais - 'que temos consciência superior' -, devemos nos comportar direitinho; já ‘eles’, os demais, têm que ser compreendidos e aceitos em seus costumes".

Brancos ocidentais, esses malvados imperialistas, devem mudar seu comportamento danoso e inaceitável. Na verdade têm que se sujeitar e aprender muito com as culturas dos pobres povos oprimidos. Um costume indígena, o infanticídio, na verdade poderia ser de grande utilidade aqui no Brasil, para resolver a recalcitrante questão do excesso de miseráveis entre nós...

Ora, não sei se mais faz mal ao mundo, um bando de americanos comendo hot-dog (mas criando shows incríveis numa Broadway, ou fazendo um cinema rentável e sólido há quase cem anos, ou preparando o futuro da humanidade com o programa espacial), ou mais mal faz o bando de bichos grilos (abraçadores de árvore consensuados) que acha que salva o mundo comendo alpiste, bebendo água de chuva, acendendo fogo de pauzinho e espantando mosquito praticando yoga.

Ainda bem que a grande maioria desses "coletivistas-comunitários" um dia cansa da coisa e volta pra casa, para o ar condicionado - doce ar condicionado - do lar. Ah..., e compram um Honda Civic...
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

DITOS

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Barack Obama me lembra ipsis litteris Lula em 2002. Batizo essa onda de otimismo panglossiano em prol da candidatura de Barack Obama de "oba-oba-Obama". Como Lula, ele conseguiu arrecadar milhões para sua campanha. Como Lula, a imprensa americana conspira, é cúmplice, e faz uma "corrente para frente – Brasil!" a seu favor. Como Lula, ele critica o governo anterior, mas já se apropria de suas políticas e idéias (ele diz que é contra a guerra no Iraque, mas chegou a afirmar que vai aumentar o contingente de soldados por lá). Como Lula, ele muito promete, mas nunca diz como é que vai realizar tantas promessas. Seu discurso é vazio, vago, inexistente, como aquela "Casa" cantada por Vinícius de Moraes, em uma célebre canção infantil: "Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...". Mas ao contrário dos brasileiros, acredito que os americanos serão capazes de diagnosticar essas empulhações..
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(Marcelo Scotton)
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A pior forma de mentira (...) é a mentira utópica, produto das mentes fantasiosas que prometem aos deserdados da vida uma sociedade perfeitamente justa, igualitária e feliz, enquanto abiscoitam, no presente, aqui e agora, salários supimpas, benesses de toda ordem e honrarias as mais diversas. Nikolai Bardiaev, o escritor russo que se insurgiu contra as mentiras industrializadas por Lenin, escreveu com dose de elevado bom senso que a humanidade, cedo ou tarde, haveria de encontrar "meios de evitar as utopias e de voltar a uma sociedade não-utópica, menos ‘perfeita’ e mais livre¨. Corretíssimo. São palavras sábias de um homem que viveu durante muito tempo no olho do furacão socialista!
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(Ipojuca Pontes)
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sábado, 5 de janeiro de 2008

PAINT

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kfk
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

OBRA BRASIL!

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Cem anos de Niemeyer
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Não consigo entender como alguém pode ligar o evento da passagem de ano - de resto, mera convenção - com alegria, felicidade e decisões íntimas de renovação e mudança. Impossível. Hoje, dei de relance com um diário interiorano do dia primeiro do ano. Não havia um só fato positivo ou dignificante na primeira página. Só desgraça e estupidez humana. Morte no trânsito, nas ruas, nas estradas. Morte por homicídio, por bala perdida, por latrocínio. Brigas. Roubos. Furtos. Fico também sabendo que motociclistas pagarão um montante absurdo de seguro obrigatório - isso devido ao número também absurdo de acidentes em que se envolvem.
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Aliás, isso faz parte do tal “custo brasil”. Seguros, planos de saúde, segurança, tudo torna-se mais caro e difícil do que deveria, porque grande porcentagem do custo é pulverizada em desperdício, perdas e danos, corrupção, mau gerenciamento, falta de profissionalismo, ignorância, má-fé, desonestidade e banditagem.
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Some-se a tudo isso, um calor magistral, agudo, infernal, que toma conta de cada cômodo, de cada escaninho, de cada fio de tecido, travesseiro, peça de vestuário, e teremos o quadro completo de desolação e martírio. Pessoalmente, sinto-me distante de qualquer coisa definível como “ânimo”.
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Sinto mesmo, na verdade, uma lassidão e uma desesperança profundas, daquelas de se trancar e esperar o tempo passar. O verão passar, eu diria.
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Mas aí me vem à cabeça que tudo é somente um interregno antes que outro evento chegue para representar seu papel maligno na degradação geral deste país: o carnaval. Vade retrum!...
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Na foto em epígrafe, um exemplo concreto da qualidade intelectual e científica havida da mente e das “mãos à obra” do brasileiro padrão. Ou, de outro modo, do resultado padrão da “obra” existente nos bestuntos das gentes neztepaiz.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

LEWIS CARROLL

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Lewis Carroll, 1856
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JAGUADARTE
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Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas
E os momirratos davam grilvos.
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"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"
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Ele arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam êle afinal
Parou um dia, sonilundo.
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E enquanto estava em sussustada sesta
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!
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Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeca fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
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"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Êle se ria jubileu.
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Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas
E os momirratos davam grilvos.
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JABBERWOCKKY
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'Twas brillig and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe.
All mimsy were the borogroves
And the mome raths outgrabe.
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"Beware the Jabberwock my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird
And shun the frumious Bandersnatch!"
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He took his vorpal sword in hand
Long time the manxome foe he sought
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.
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And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!
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One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.
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And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!
He chortled in his joy.
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'Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe.
All mimsy were the borogroves,
And the mome raths outgrabe.
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Tradução: .....Augusto de Campos
Fonte: ...........O ESTADO DE SÃO PAULO - 18/07/1971
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

PARAÍSO SOCIALISTA

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Tienda de comestibles generales en Cuba
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Na esteira de seus compatriotas Rafael Costa Capote, jogador de handebol, e Michel Fernández García, ciclista, que conseguiram refúgio no Brasil durante os Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro, mais três cubanos encontraram um meio de escapar ao inferno da mais antiga ditadura comunista ainda existente no mundo.
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Os cubanos Miguel Ángel Costafreda, Arodis Verdecia Pompa e Juán Alcides Díaz, que estavam “desaparecidos” no Brasil desde a terça-feira passada, terminaram por pedir asilo político ao governo brasileiro.
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Músicos, membros do grupo de música tradicional cubana Los Galanes, que viajavam por Pernambuco, estão agora sob custódia da Polícia Federal, conforme informações do Ministério da Justiça.
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Outros dois cubanos, os pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, também abandonaram a delegação de seu país em agosto deste ano, mas não tiveram tempo para formalizar um pedido de asilo político. Infelizmente foram deportados a pedido da polícia política de Fidel Castro em uma vergonhosa submissão do Ministério da Justiça brasileiro, por acaso dirigido pelo petista-marxista-leninista Tarso Genro.
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Em entrevista concedida à Rede Globo de Televisão, um dos integrantes reclamou das péssimas condições de vida em Cuba. "Eu penso que é melhor jogar-me de um avião ou vou a pé pelo Amazonas buscar ajuda em outro país, porque não é fácil. Seria perder a carreira musical, e seria um caos para mim, para minha família", desabafou o músico.
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O cubano acrescentou que a vontade deles é "trabalhar aqui a nossa música, com músicos brasileiros que também são muito bons, fazer uma banda linda para mostrar nossa música para todo o Brasil, a todo esse povo".
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Que o famoso “deus brasileiro” os ouça, já que dos simples mortais ora no poder, não há de se aguardar lá muita simpatia...
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

TOM WAITS

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“Por vezes, a forma normal de falar das pessoas é poesia. Talvez a questão esteja em saber o que é a poesia. Para mim, estas canções são como filmes para os ouvidos e, se for capaz de pintar um pequeno quadro para os ouvidos com palavras, ainda bem, gosto de palavras. Gosto de recortá-las e de encontrar formas diferentes de dizer o mesmo. Para mim, é mais importante a forma como soam porque, em última análise, é preciso jogá-las na sopa e temos de decidir se se trata de um tomate ou de um osso. É isso que tem de se fazer com a escrita. Deixo-me enfeitiçar e tudo se torna fácil. Não me esfalfo a trabalhar, salto para dentro das canções. Estou convencido que desenvolvemos uma antena para as canções e que elas gostam de andar à nossa volta. Trazem umas amigas com elas e, quando damos por isso, estão por ali sentadas ao pé de nós, bebendo nossa cerveja e dormindo no chão da sala. E, ainda por cima, usam o nosso telefone... São umas sacaninhas ingratas e ordinárias...”
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(...)
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“O que é que escrever canções com a minha mulher lhes acrescenta? Um chicote e uma cadeira. A Bíblia. O Apocalipse. Foi educada como católica, sabe? Sangue, álcool e culpa. Desmaterializa-me de modo a que eu não esteja interminavelmente escrevendo a mesma canção. Que é o que um monte de gente faz, eu inclusive”.
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(...)
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“O nosso gosto acerca do que é uma 'bela música' ou uma 'bela canção' pode mudar. A música é geralmente mais bonita antes de ser gravada. Quando gravamos, na maior parte do tempo, pegamos numa música, lhe torcemos o pescoço, lhe esfolamos e a esprememos como um limão. Por acaso, adoro o som que isso faz! Mas não gosto de gravar, de fazer discos. Não me parece que a música goste de ser gravada. Mas gosto de trabalhar a música, tomar decisões acerca dela: esta canção devia ser mais estranha, aquela ali mais violenta, aquela outra não tem a cor certa. Detesto que outra pessoa tome esse gênero de decisões sobre a minha música. Afastem a merda desses instrumentos para longe de mim! Arranquem-lhes a puta da cabeça! Mijem-lhes dentro! Gosto de quando nos batemos por coisas desse gênero, quando a porra duma canção nos tira realmente o juízo, quando nos apetece que ela estique as pernas e nos dá gozo vê-la ali a sangrar no chão e dizer-lhe: 'Você, sua babaca, nunca vai entrar no meu álbum! '. Estou sempre pronto a morrer por uma canção assim e pronto a matar por causa dela... Gosto de fazer coisas assim, arrancar um olho de uma canção porque não presta e enxertá-lo em outra. Esta tem um olho como deve ser, a outra tem a pele bonita... Gosto de canibalizar a música. Quando fazemos um álbum, escrevem-se cinqüenta canções e, inevitavelmente, algumas ficam inacabadas. São apenas o pâncreas, o estômago ou os lábios que utilizaremos em outra”.
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(...)
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“Kathleen, a minha mulher, é de ascendência católico-irlandesa. Estava destinada a ser freira. Pode dizer-se que a salvei do Senhor”.
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(...)
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“Não sou um artista comercial, não toco muito na rádio. É mais fácil me verem numa revista do que me ouvirem no rádio. É estranho. É mais ou menos como ler um artigo sobre pássaros numa revista de eletrônica”.
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(...)
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“Se pensam que somos muito bons, não somos nós em quem estão pensando. E, se nos desancarem, também não somos nós. Por isso, o melhor é nos protegermos. Pôr um bigode postiço, óculos escuros e uma gravata listrada. Raspar o cabelo, mudar de nome — e deixar o resto de nós mesmos para a família e para os amigos”.
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(...)
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“Aquilo que me faz ficar acordado durante a noite são coisas do meu próprio mundo em que ninguém pode me ajudar. Andamos todos à deriva sobre esta bola de golfe de Deus, passamos por aqui num instante e a verdade é que, em comparação com o tempo que vamos estar mortos, só ficamos aqui um minuto. Por isso, é preciso saber de que lado estamos, se vamos pensar nas outras pessoas e fazer algo por elas, se vamos nos juntar ao Exército de Salvação ou qualquer coisa desse gênero. Mas, por fim, quando partimos, quem sabe? A maioria das pessoas vive e acaba como flores selvagens num prado ou como uma árvore à beira do caminho. Andamos todos à procura de respostas. Portanto, eu preferia dar a minha quando tiver chegado ao fim da estrada”.
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(...)
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“Estão sempre me pedindo para usar as minhas músicas na publicidade e me oferecem um monte de dinheiro. Infelizmente não me agrada fazer isso. Posso precisar muito do dinheiro, mas cantar para um anúncio de papel higiênico? Não estão me vendo praticando assaltos, estão? Façamos as coisas com dignidade e poupemos às pessoas o trabalho de virem mijar em nós, na sepultura”.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

JOAQUÍN SABINA

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Mis pintores. Dos sonetos.
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Por Sabina el 03 de Diciembre de 2007 en .. Sonetos
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I]
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De Velázquez monarcas y bufones,
de Goya el pedigrí de la canalla,
de Sorolla el añil a pie de playa,
de Bacon los Davinci con muñones.
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De Hopper el desierto sin balcones,
de Juan Vida filetes de caballa,
de Tàpies palimpsesto en la muralla,
del Bosco Dorian Gray amb lamparones.
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De Matisse odalisca entre cojines,
de Magritte trampantojos y bombines,
de Vermeer el matiz y el disimulo.
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Del Greco la anorexia de Botero,
de Durero la muerte, el caballero,
de Picasso los labios en el culo.
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II]
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De Barceló el azogue de espejismo,
de Toulouse, de Lautrec, tataracuerdos,
de Van Gogh margaritas a los cerdos,
de Münch los calatravas del abismo.
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De Rafael de Urbino el catecismo,
de Pollock tanto afanas, tanto pierdo,
de Basquiat los derechos del pie izquierdo,
de Pepe Hernández santo anacronismo.
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De Renoir una vela en lontananza,
de Rubens la mujer de Sancho Panza,
de Rembrandt el chambergo y la linterna.
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De Fra Angélico el nácar de madonna,
de Frida Kahlo Diego y su amazona,
de Freud el corazón de la entrepierna.
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Fonte: ..... http://www.joaquinsabina.net/
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

AQUECIMENTO GLOBAL E CETICISMO

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prova positiva do aquecimento global
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Quando até a cabeleireira da minha mulher e uma balconista de shopping me dão “aulas” sobre “aquecimento global”, o bom senso me alerta que algo há por detrás de tanto marketing. O grupo que se agita em limitar o progresso material do “ pérfido capitalismo selvagem”, para impedir as desgraças ambientais propagadas pelo Al Gore no documentário sensacionalista que lhe angariou fama - e fundos - , escuda-se em um suposto “consenso” do mundo científico sobre esse assunto. Ou seja, apelam ao argumento de “autoridade”.
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O problema é que é um mau "argumento de autoridade", porque falso. Alega-se uma unanimidade entre os especialistas, que não existe. Os que ousam apresentar outras hipóteses, são taxados depreciativamente de “negadores” ou “céticos”, são ignorados, senão ridicularizados, e seus argumentos afastados como irrelevantes.
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Mais uma variante portanto da ditadura do politicamente correto; esse caminho abraçado pelos socialistas utópicos, que ficaram sem rumo depois da Queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989. Provavelmente terão algum hino; uma nova Internacional Socialista…
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Ora, sabemos que consenso nunca haverá por nada neste mundo, muito menos em assunto tão controvertido, que envolve previsões sobre o futuro, obviamente, sempre inexatas.
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Assim é bom que se divulgue que a voz dos cientistas céticos sobre a hipótese da origem humana do Aquecimento Global”, só não é ouvida devido à gritaria do lobby contrário - muito mais rico e com o trabalho de convencimento facilitado pela natureza quase religiosa de suas proposições. Interpretam os "bonzinhos" nessa história...
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Todavia, o número dos que não pularam de cabeça no mainstream, é apreciável e sua credibilidade insuspeita, como podemos ver em texto que anexo a seguir. Quem quiser ler o artigo completo, no original em inglês, siga o link ao final.
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"É importante notar que o grupo dos assim chamados "céticos" inclui, dentre outros, o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de "advertências doentes, sem o devido suporte científico"; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como "teorias científicas altamente duvidosas".
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Tradução: ....João Luiz Mauad
Original: ......
http://www.capmag.com/article.asp?ID=4870
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